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Evento promovido pela Faculdade Integrado e Colégio Estadual de Campo Mourão marca o Dia da Consciência Negra

Cursos de Psicologia e Tecnologia em Estética e Cosmética da Instituição realizaram atividade alusiva à data.

Faculdade Integrado

publicado em 22/11/2016 14h17 | atualizado em 22/11/2016 18h13

No último domingo (20), foi celebrado o Dia da Consciência Negra. Para comemorar a data, o Colégio Estadual de Campo Mourão, em parceria com os cursos de Psicologia e Tecnologia em Estética e Cosmética da Faculdade Integrado, promoveu o projeto de extensão “Beleza Negra”.

A ação começou com uma palestra da coordenadora do curso de Psicologia, Thaís Serafim dos Santos, momento em que ela explicou que a escolha da data não aconteceu por acaso. Em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi dos Palmares, um dos maiores representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial e líder do Quilombo dos Palmares, comunidade formada por escravos fugitivos das fazendas. Thaís também comentou sobre alguns casos de racismo no país e sobre a importância da representatividade negra na mídia, internet e até mesmo no mundo infantil. “Como uma criança negra vai se sentir representada se a maioria das princesas da Disney que ela brinca são brancas?”, questionou a coordenadora.

Laiza Campos foi a convidada da tarde. Ela é estudante de História da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e bolsista de Iniciação Científica no Grupo de Pesquisa Cultura e Relações de Poder. Na ocasião, a acadêmica conversou com os estudantes do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) sobre a importância do reconhecimento da identidade negra e também relatou algumas situações de racismo pelas quais passou.

Por último, houve um desfile de algumas alunas que representaram a beleza negra do Colégio. Elas foram maquiadas pelo curso de Tecnologia em Estética e Cosmética, da Faculdade Integrado, e por Nete Lopes, da Qualifica Centro de Formação Profissional, que também foi responsável pelos penteados das meninas. Segundo Tiara Romeiro Lopes, coordenadora do curso, “o objetivo foi mostrar que a beleza delas não tem limites e que, com algo simples e de fácil aplicação, é possível realçar seus traços e se sentirem ainda mais bonitas".

Bruna Ferreira, 14 anos, do 8º ano, foi a inspiração para o projeto. Para ela, a data serve para incentivar a reflexão sobre o assunto. “É importante falar sobre o racismo”, disse a estudante.